11 de fev de 2010

Congresso, a Casa do Polvo

A matéria é da Agência Senado.
É matéria, não é notícia.
"Notícia é aquilo que você até agora não sabia".

Congresso mantém veto presidencial relacionado à Petrobras

A votação da terça-feira (9), que reuniu deputados federais e senadores, manteve os dois vetos do presidente da República ao Orçamento de 2010. O mais polêmico desses vetos foi dado ao dispositivo do Orçamento que impedia a continuidade de obras da Petrobras nas quais o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades.

A Secretaria Geral da Mesa do Congresso informou nesta quarta-feira (10) que, após a apuração dos votos dos deputados, verificou-se que a Câmara manteve o veto, o que tornou desnecessária a contagem dos votos dos senadores.

Ao explicar esse procedimento, a secretária-geral, Cláudia Lyra, disse que o Regimento Comum do Congresso, no parágrafo 2º do artigo 43, estabelece que a votação, nesses casos, começa pela Câmara. - A apuração só começaria pelo Senado se o projeto vetado tivesse origem nessa Casa - afirmou ela.

Cláudia Lyra também observou que a Constituição exige, para que se derrube um veto presidencial, a rejeição simultânea das duas Casas (Câmara e Senado). - Portanto, se uma das Casas mantém o veto, este está mantido - declarou ela.

Porém, durante a sessão plenária desta quarta-feira, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) solicitou que a votação seja anulada e seja realizada outra. Ele apresentou uma interpretação diferente do Regimento Comum do Congresso, segundo a qual a votação deveria ser iniciada no Senado.

Um dos problemas apontados pela oposição foi a falta de quórum por parte do Senado: teriam votado 26 senadores, abaixo dos 41 exigidos.

RODAPÉ - Nuncanahistóriadessepaís o Congresso Nacional foi tão submisso às ordens do Palácio do Planalto. É a legítima Casa do Polvo. Agora palanqueira e palanqueiros estão à vontade para tocar as obras irregulares no ritmo normal do governo. Como trabalho não é a praia da turma, essa dinheirama à la gandaia pode ser um tiro no pé. O governo sabe inaugurar pedras fundamentais mas não sabe terminar o que começa.