16 de mai de 2010

VIAGEM AO IRÃ FOI UM "QUADRO"

Essa viagem de Luiz Inácio Lula da Dilma a Teerã foi apenas a crônica de um fiasco anunciado. Ele queria bancar o presideus dos deuses da paz e da guerra. O passeio intercontinental acabou se transformando apenas na versão moderna, rechonchuda e branquela do Samba do Crioulo Doido, dentro do Festival de Besteiras que Assola o País, dos velhos e bons tempos de Stanislaw Ponte Preta.
O máximo que Lula conseguiu dessa vez foi fazer lembrar o velho sucesso de Zé Kéti: Eu sou o samba / a voz do morro / sou eu mesmo, sim senhor / quero mostrar ao mundo que tenho valor / eu sou o rei do terreiro... Sou eu quem levo a alegria / Para milhões de corações brasileiros / Salve o samba, queremos samba / Quem está pedindo é a voz do povo de um país / Salve o samba, queremos samba...

Luiz Inácio Lula da Dilma foi ao Irã com o nosso dinheiro, mas por conta própria. Ninguém pediu que ele metesse o nariz onde não era e não foi chamado. Foi à paisana. Como se estivesse despido do cargo presidencial. Foi como aquilo que ele mais gosta de ser e fazer: como cabo eleitoral. Nessa viagem, não foi cabo da Dilma; foi cabo eleitoral de si mesmo. Queria mostrar ao mundo o seu valor.

E, com essa pose toda de quem iria passar a lábia nos iranianos comuns e até nas "pessoas não comuns" como o aloprado Mohamoud e seus aiatolados, acabou desafinando lá no País dos Aiatolás. Dançou. E todo mundo viu no mundo todo.

Traz como souvenir dessa rodada turística um singelo e sugestivo quadro que ainda não sabe muito bem onde enfiar.