17 de jul de 2010

Lula roubou de novo a cena

Lula roubou de novo. Dessa vez a cena foi lá no palanque carioca do 1° comício da postulante Dilma. Lula - Aquele que se chama de Dilma, trocou uma vez mais o a Presidência da República pelo nobre cargo de cabo-eleitoral, função que desempenha com a maestria que deveria ter quando é apenas um reles presidente do Brasil.

O comício não foi lá essas coisas. Deus "derramou bençãos em forma de chuva", conforme o apêndice da chapa-branca, Michel Temer que - surpresa! - até falar, ele fala. Não foi bem uma benção, o lugar parecia mais uma prece de "Salve Raínha!" - a Cinelândia virou um vale de lágrimas. As 100 mil pessoas comuns que a otimista máquina organizadora esperava, não chegaram a duas mil. Daí o choro que caía dos céus que, esse sim, continua livre.

Dilma, sem óculos, foi capaz de andar pra lá e pra cá como se dominasse o palanque e, o que disse de mais profundo foi ironizar o processo de escolha do seu adversário Zé Serra. Disse tudo em frases curtas, em menos de 15 minutos, segundo o script dos marqueteiros. Não precisou do ouvido para os aplausos. A orelha das vaias não foi necessária.

Choveu no molhado, todo mundo já sabia que a vice-tucanagem tinha sido mesmo um fiasco. Dilma apenas perdeu a chance de dizer que Michel Temer - o que agora até falar, fala! - já estava virando picolé da Família Adams de tanto gelo que levou antes de virar essa espécie de asa de xícara da candidata caxangá.

Ela não disse o principal: que tá tudo dominado! Os tucanos mais demoníacos já estão na gaveta.

Quanto ao que Lula rouquejou com sua oratória em dó maior, a nota mais batida foi a de "perseguido" pelos seus opositores. E esbravejava, como quem gosta de se exibir: - Querem me inibir!

E foi assim que Lula roubou de novo a cena. Esse filme a gente já viu. O Brasil já está acostumado.