7 de jul de 2010

De Dengue e de Bola

DENGUE SUÍNA

Nunca antes na historia desse país se viu tamanha incapacidade de combater uma doença como nesses tempos bicudos promovidos por Zé Temporão no Ministério da Saúde. Jamais se viu tanta dengue nos relatórios das secretarias da Saúde dos 26 Estados e do Distrito Federal. Levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo apontou 830 mil notificações de dengue, batendo o recorde de 2008 - 806 mil. Segundo o Ministério da Saúde, 321 pessoas morreram em razão da doença. E o governo continua posando dengosamente para a fotografia vacinando contra a gripe suína.

NO PONTO
Leonardo - dispensado com honra e glória do Milan, na Itália - coloca-se à disposição para "trabalhar" pela Seleção Brasileira. O ponto a favor de Leonardo com Ricardo Teixeira é que ambos gostam do Ronaldinho Gaúcho.

SINDICATO DA BOLA
Lula, o que agora se chama Dilma, metendo a colher torta na CBF se valeu de um sindicato como exemplo e pediu renovação na Confederação Brasileira de Futebol. Lá na Tanzânia, enquanto um nativo entubava uma enorme cobra pela boca, Lula - o Dilma, sugeriu que a CBF imite o que ele fez quando presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo - recordar é viver - e troque a sua direção a cada oito anos. Essa conversa de temporalidade é chata. Serve só para desviar o assunto. O que se pede numa administração, seja pública ou privada, é competência, qualificação, eficácia, seriedade, honestidade, sabedoria. Há governantes e administradores que em oito anos podem botar tudo a perder. Outros, como Ricardo Teixeira, levam mais de duas décadas.

ESTRATÉGIA DE COALIZÃO
Nessa conversa fiada de depois da porta arrombada, Lula propôs eleições a cada oito anos. É como se o voto não fosse - no futebol como na política - a arma mais perigosa que os espertos usam para se consagrarem no poder. A CBF continuaria a ser, de forma até aprimorada, uma permanente cascata de propinas e corrupção dos eleitores. Pronto! Estaria implantada no futebol, assim como na politicagem, a "estratégia da coalização pela governabilidade".

QUEM CALA...
De pernas bambas pelo fracasso na Copa Jabulani, Ricardo Teixeira não quis bater boca com Lula, um dos seus parceiros para o Mundial de 2014, no Brasil. Ele manda na CBF desde 1989 e já garantiu o seu lugar até depois da Copa no Brasil. Ele tem na mão os votos das 27 federações estaduais e do Clube dos 20. Os dois, Teixeira e Lula, o que se chama de Dilma, esatarão juntos amanhã no lançamento da logomarca da Copa-14. Como não respondeu aos palpites luláticos, conclui-se que quem cala consente.

SEM PESO
Hoje à tarde, sem a torcida de Lula - O Pé Frio, tanto Espanha quanto Alemanha podem chegar à final contra a Holanda que, por sua vez, está de "sangue doce" já que Lula também não torce por ela. Por precaução, os jogadores espanhóis e alemães estão pribidos de ler jornal, escutar rádio e ver televisão... Vá que Lula invente de dar algum palpite...