27 de jun de 2010

Woman Power na República Federativa do Brasil

Há um novo poder na sociedade: a independência feminina. As mulheres vem tomando o lugar dos homens. É inevitável. E não há mal nenhum nisso. A não ser quando vem em forma de luta apenas por melhores condições financeiras, satisfação pessoal e poder.


Alcançar o status de mulher-maravilha, no entanto, não significa rigorosamente que as mais salientes ou espertas, tenham competência para deixar de ser um poste e ocupar o lugar que - não raro e por unção – chegam a ocupar. Essas, as espertas e salientes, integram a legião das chamadas e temíveis peruas-executivas. Meras deslumbradas pelo poder de mandar.

O perigo é que essa categoria de mulheres confunde os fins com os meios. Esse defeito, não é exclusividade delas, há homens que são assim também. Há séculos. Mas, o diabo é que uma mulher assim tem hoje muito mais garra muito mais sede de poder do que o homem, eterno herdeiro natural do exercício de mando e comando, hoje já enfastiado e cansado de guerra. Diante da perua-executiva não adianta querer relaxar e gozar.

O risco da mulher em foco é tornar-se perua-executiva. Ela rejeita a sua condição feminina. Passa a bancar a poderosa chefona e desdenha da necessidade imperiosa de aperfeiçoar suas competências – conhecimento, capacidade, habilidade – para sobrepujar o domínio do bicho-homem.

A perua-executiva bota salto alto. Parece que está sempre ocupadíssima. Não perde a pose nunca. Manda em tudo e em todos. Manda no homem e coitada da mulher que não faz o que ela manda.

Sua vaidade está no mando e no comando. Demonstra a todo momento que trabalha como um homem, pensa como um homem e já nem consegue agir como uma mulher.

A perua-executiva encara o homem olho no olho. Dá impressão de que tem sempre coragem, honestidade, liderança e capacidade de ouvir. Isso não significa que vai acatar o que escutou e aprendeu. O homem que mal se esconde dentro dela, não deixa.

O importante é aparentar competência e o equilíbrio emocional. Jamais vai se deixar comparar com um homem que grita e perde o controle e nem muito menos com uma mulher que se desmancha em lágrimas na primeira dificuldade.

O bom disso tudo é que ainda há sérias dúvidas, em proporções idênticas tanto entre homens como dentre as mulheres, de que seja esse o tipo de presidente que a República Federativa do Brasil precisa. Até outubro, todo mundo tem bastante tempo para refletir.

Se fosse alguém assim com jeito de mãe, de boa dona de casa, daquela dura conselheira que não perde jamais a ternura... Sabe-se lá. Pense nisso.