14 de jun de 2010

A Mulher que o Brasil Precisa

Lendo o seu improviso com atenção e a dureza de sempre, Dilma encerrou a convenção nacional do PT que aprovou a sua indicação para pegar o lugar de Lula no Palácio:

"Não é por acaso que depois desse grande homem o nosso Brasil possa ser governado por uma mulher. Uma mulher que vai continuar o Brasil de Lula, mas que fará um Brasil de Lula com alma e coração de mulher".

Choveu no molhado. Ninguém disse nada contra ou moveu uma palha sequer contra a eleição de uma mulher para a Presidência da República. O que um país que já se emaranhou num Sarney e que se intoxicou de Lula precisa e tem que exigir é uma mulher de ficha limpa.

Uma mulher que seja um pouco assim como sua mãe, madrinha, esposa, avó, namorada; uma mulher de confiança, que não minta; uma mulher que cumpre o que promete; uma mulher trabalhadora que seja capaz de terminar o que começa.

Essa mulher com que os brasileiros sonham não precisa caminhar, olhar e nem fingir que é Mandela; não deve ser uma Anita Garibaldi fora de época; muito menos um arremedo de Maria da Penha; nem se disfarçar de Anna Nery.

Essa mulher não precisa posar de Norma Bengel e nem relaxar e gozar fora de hora como a companheira Marta Suplicy, esquecida pelo sobrenatural Presideus na hora de comparar passados e de rebuscar histórias que só pertencem a mulheres de verdade.

Se Lula, Dilma, Temer, o PT, seus aloprados e coalizados calamares conhecem alguém assim, estão perdendo tempo. Já deveriam ter lançado sua candidatura à Presidência da República. Essa mulher teria o voto de todo e qualquer brasileiro que, como nunca antes na história desse país, precisou tanto de uma mulher boa, sincera, mais trabalhadora que mandona, leal, eficaz, íntegra e capaz até de, quando necessário, ser uma mulher dura, pero sin perder la ternura.