22 de out de 2010

Uma bolinha para Lula

Invocado até hoje com aquela brincadeira de mau gosto que Lula fez com o pelotense Fernando Marroni, num set de maquiagem às vésperas de uma antiga eleição para a prefeito, dizendo que Pelotas era uma "fábrica de viados", nosso correspondente para exageros de campanha, o Garanhão de Pelotas não conteve a indignação diante da versão que o presidente mais cabo eleitoral da história do Brasil deu nesta quinta-feira à agressão dos petistas ao tucano Zé Serra.

Do alto da sacada de uma de suas residências em Porto Alegre, o lorde indignado gritou em direção a mais uma caravana da mineiríssima gaúcha Dilma: - Ei, Lula! Passa aqui embaixo. Eu tenho uma bolinha de papel pra jogar em você! Passa, por aqui; passa, Lula!..

RODAPÉ - O mais execrável não é que um pé-rapado atire uma bolota de papel, um rolo de fita crepe, ou um saco de "líquido misterioso" típico de um torcedor de arquibancada, em um candidato à Presidência da República. O mais execrável é a furiosa e inconsequente defesa do gesto violento e belicoso por um presidente da República.