1 de out de 2010

Serra não quer se presidente; quer ser massagista

Na sua investidura pessoal de hoje, o nosso multifacetado correspondente político-esportivo Garanhão de Pelotas jogou futebol de verdade dos 14 aos 32 anos. Depois bateu bola religiosamente até não poder mais. Hoje, um gurizão de 70 anos, é craque no esporte branco: o dos lençóis.


Mas, o que ele quer dizer aqui e agora é que nesse tempo todo, nunca soube de nenhum caso comprovado de jogador gaveteiro. O Garanhão até se lembra bem daquela cena de João Saldanha dar um tiro pra cima, no momento em que o goleiro Manga queria pular a cerca para dar uns sopapos no comentarista gaúcho mais carioca do Brasil.

Mas o Garanhão sabe que aquilo foi coisa de botafoguense inflamado. Não provou nada; não deu em nada. Quando João Saldanha botou o dedo no gatilho pela segunda vez, Manga já estava tomando banho no vestiário. Afora isso, nunca se pegou um gaveteiro com dolar na cueca, nem com a mala preta cheia de dinheiro. Só suspeitas, nada mais.

Agora, nesse caso das eleições de domingo, está na cara que o Zé Serra está jogando para o time adversário. Nuncanahistoriadessepaís se viu um cara desperdiçar tanta oportunidade de ganhar um jogo quanto esse Zé Serra. Tá certo, gol contra mesmo, ele ainda não fez. Mas a bola vai continuar quicando na frente dele. E ele não vai chutar. É um imbatível campeão de chances desperdiçadas.

Dá a nítida impressão de que está na gaveta. Faz que vai pela esquerda, finge que vai pela direita e acaba nem fondo pelo meio. Parece que nem quer ser presidente do time; que se contenta em ser massagista.

O Garanhão de Pelotas, depois de assistir ao confronto de ontem na TV Globo, já decidiu que, com esses pernas-de-pau que estão aí, não vai torcer para ninguém na grande final desse campeonato de mediocridade. Nem vai tirar ingresso para o jogo. Retirou o time de campo. Já fez 70 anos, sua presença é facultativa. Nem vai lá. Para o Garanhão, gaveta mesmo, só ali, do ladinho dos lençóis. Ou mais embaixo.