24 de out de 2010

Lula, Dilma e seu imenso laranjal

Pronto, foi disparado o gatilho que fere de morte a liberdade de expressão no Brasil. O PT traz de volta a censura. Lula é mais rancoroso do que se poderia imaginar. Não perdoa quem lhe provoca azia. Devolve toda a sua acidez usando laranjas.

É por isso que Dilma enche os pulmões e abre a boca dizendo, com as costas quentes, que ela não vai enviar nenhuma proposta de cerceamento à liberdade de imprensa, nem tomar qualquer outra iniciativa contra os direitos humanos. Não precisa. Há laranjas de sobra para isso.


Essa mulher-laranja lá do Ceará está caindo de madura. Conseguiu aprovar para o estado em que deputa, o projeto que cria o Conselho Estadual de Comunicação Social (Cecs). A excrescência democrática integra a Secretaria da Casa Civil do Estado do Ceará e vai "formular e acompanhar a execução da política estadual de comunicação, exercendo funções consultivas, normativas, fiscalizadoras e deliberativas". Esse foi só o primeiro disparo. Vem aí uma metralhadora giratória.

A laranja petista que atende pelo nome de Rachel Marques engendrou o projétil fatal à liberdade de expressão com base na Conferência Nacional de Comunicação, elucubrada de 14 a 17 de dezembro de 2009 em Brasília, pelo porta-recados Franklin Martins, em obediência a Lula e sob aprovação de Dilma & comandita. (Foto: Arq/Presidência).

Só para que você não esqueça, a execrável e ardilosa Confecom não teve a participação dos principais veículos de comunicação do Brasil.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Brasileira de Internet, a Associação Brasileira de TV por Assinatura, a Associação de Jornais e Revistas do Interior do Brasil, a Associação Nacional dos Editores de Revistas e a Associação Nacional de Jornais são contra as propostas de controle social da mídia.

Como você já foi informado pelo comando da campanha e viu no programa de TV da postulante Dilma, ela diz que é contra. Lula sobre isso, não tuge nem muge. Já rouquejou o que tinha que rouquejar. A dupla dinâmica, todavia, não tem nada contra a profícua atividade de produção de laranjas. Logo, logo esse Brasil será um imenso laranjal.