28 de out de 2010

Segundo Tempo, Lama no DF

Há certas coisas na Internet que viciam a gente. O blog do Cruz é uma delas. Não dá para acessar uma vez só... por dia. Hoje, não resisti, colei de fio a pavio. Veja aí, essa matéria. E vá direto e sempre ao mais contundente jornalismo investigativo do esporte nacional: http://blogdocruz.blog.uol.com.br/


Segundo Tempo joga lama na campanha ao governo do Distrito Federal
Por: José Cruz - Brasília

A candidata ao governo do Distrito Federal, Dona Weslian Roriz atacou o seu adversário, que já foi ministro do Esporte.

Weslian denunciou nos programas de rádio e televisão que Agnelo Queiroz teria recebido dinheiro do programa Segundo Tempo. Coisa pouca, mixaria de R$ 256 mil.

Agnelo pode até não ser santo – e quem o é? – mesmo porque já foi comunista, hoje é petista, vermelho que só! Mas pegar dinheiro alheio? Duvido!

Mesmo como ministro não consta que tenha se beneficiado. Nem recebendo viagens e mordomias do Comitê Olímpico Brasileiro, que gosta de agradar políticos da Esplanada.

Ah, sim, estou lembrando: teve um caso, em 2003 no Pan-Americano de Santo Domingo. Consta que Agnelo teve suas contas pagas pelo COB, se não me engano... Mas ele jurou que até devolveu o dinheiro de suas diárias aos cofres públicos. Então tá, nada demais, esquece.

Censura

Com nome de origem latina – Agnellu, diminutivo de agnus, que significa “cordeirinho”, “dócil”, “obediente” –, o ex-ministro rugiu como um forte quando viu seu nome na lama da propaganda política: foi à Justiça e censurou, em plena democracia, o espaço de Dona Weslian.

Tudo por bobagem. Dona Weslian só divulgou o que a revista Época já havia publicado na edição de 31 de maio deste ano. O seguinte:

“Agnelo Queiroz, candidato do PT ao governo de Brasília é acusado de receber R$ 256 mil desviados de programa do Ministério do Esporte”.

Portanto, além de ser uma denúncia, pois nada está comprovado, a notícia é velha, não tem novidade...

Claro que o Segundo Tempo é manchete em vários jornais do país como foco de corrupção, que o Ministério do Esporte não soube combater.

Há dois dias, por exemplo, o projeto de Americana, no interior de São Paulo, fechou as portas para apurar as denúncias de irregularidades. Também mixaria, coisa de R$ 4 milhões, por aí...

Indícios e suposições

Além do mais, o que o delegado Giancarlos Zuliani Jr, da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado, identificou na Operação Shaolin são apenas “indícios” de que Agnelo Queiroz “teria” se valido de sua condição de ex-ministro do Esporte para se beneficiar de um “suposto” esquema de desvio de recursos pertencentes a associações que receberam verbas do Segundo Tempo. A declaração está assinada pelo delegado, conforme Época publicou.

Grifei as expressões “indícios”, “teria” e “suposto” para demonstrar que nada está confirmado, pois o processo, em andamento apura os responsáveis.

Portanto, Dona Weslian, com o devido respeito, mas a sua assessoria exagerou levando ao ar a denúncia de uma segunda testemunha, Geraldo Nascimento de Andrade, que teria visto Agnelo recebendo dinheiro – os tais R$ 256 mil – numa rua escura de Sobradinho.

Ora, ora! Que coisa feia Agnelo! Ops, desculpe: “Que coisa feia, Dona Weslian!

Políticos entram em cada roubada!!!