4 de ago de 2010

O Filho da Mãe

Ao saber que o governo do amigo Mahmoud Ahmadinejad, seu companheiro bom e batuta anunciou que "o presidente Lula é emotivo, mas não está bem informado", o presideus brasileiro disse que ficou feliz porque o porta-voz do apedrejador o chamara de "emotivo".


Lula não escondeu sua euforia: "Eu sou emotivo. Muito emotivo"! Dito isso, ignorou a ofensa de ser chamado de ignorante no que diz respeito às leis iranianas.

Esse desvio de análise cometido por Lula é, mais ou menos como se o seu vizinho aí do lado tivesse dito no bar da esquina olhando-o nos olhos: "Você é um bom filho, mas sua mãe vai na couve".

Você ficaria eufórico e diria exultante para o pessoal do boteco: "Fico feliz. Meu vizinho me considera um bom filho".

Você deixaria de lado as preferências hortifrutigranjeiras da sua mãe, pagaria a conta, sairia de fininho e, já no portal à beira da calçada rumo ao seu lar, doce lar, completaria sorridente para todos escutarem: "Eu sou bom. Muito bom"!

RODAPÉ - Ir na couve pode ser uma tarefa tão arriscada e prazerosa quanto pegar o sabonete que caiu no chão do chuveiro do presídio.